ProAm Shooting 2015 – Frostproof/FL

ProAm Shooting 2015 – Frostproof/FL

O ProAm Shooting é uma modalidade criada nos EUA e um pouco diferente das outras. No IPSC tradicional ou na USPSA temos o ponto dividido pelo tempo de cada pista, ou seja, quanto mais pontos somados no menor tempo possível, melhor. No Steel Chalenge, contamos apenas o tempo dos 4 melhores dentro das 5 passadas de cada pista, sendo 8 no total. Já no ProAm temos um tempo limite para derrubar o máximo de alvos metálicos na pista. Por exemplo, numa pista com 50 metálicos com diversos postos de tiro, eles te darão um tempo de 20 segundos. O objetivo é derrubar o máximo de alvos possíveis antes dos 20 segundos, sendo permitido apenas 10 munições por carregador. Quem derrubar mais dentre todas as pistas vence. Caso aconteça um empate, é feito um shoot off para definir o vencedor.

Além disso, eles dividem os competidores entre profissionais e amadores. Na “Pro” vale dinheiro e na “Am” mesa de premiação com prêmios muito bons. Já que estava lá, acabei optando pela Pro. Fazia tempo que queria participar desta prova e a experiência valeu muito a pena.  Sem dúvida nenhuma, foi uma das provas mais divertidas que já participei. Fiquei no mesmo squad do Max Michel – atual campeão mundial de IPSC na divisão Open, Dave Sevigny – bi campeão mundial Production, Shannon Smith – atual campeão do ProAm 2014, Jessie Duff – a melhor americana de Tiro Pratico e de mais outros top shooters americanos.

Comecei a prova totalmente perdido e na terceira pista comecei a me igualar aos caras. Este meu início me custou caro, mas consegui finalizar a prova em 3º lugar. Conclui a prova super satisfeito e de quebra ganhei uns dólares. Lógico que o objetivo do esporte não é ganhar dinheiro, caso contrário os atiradores brasileiros já teriam desistido. Porém é muito mais motivador quando existe um prêmio a ser alcançado. Por isso os americanos são mais profissionais e generalizando são os melhores. Nossos dirigentes deveriam pensar um pouco mais nos atletas e consequentemente em elevar o nível do nosso esporte, não apenas em benefício próprio e política interna.

 

 


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